Depois de muito tempo, volto a escrever a minha história sempre com a intensão de poder ajudar com a minha experiência, as mulheres que passam pela mesma coisa. Quem acha que um blog assim é puramente exposição...não tem idéia de como é estar vivendo tudo isso e querer achar em outras vivências uma ajuda ou mesmo que em palavras escritas por pessoas desconhecidas...um conforto.
Bom, o ano foi passando e toda quarta-feira eu e minha parceira, amiga, apoiadora mãe íamos para clínica ficar cerca de 3 ou 4 horas recebendo através da véia os 3 tipos de medicações necessárias para busca da miha cura. Nesse período tomava Zometa (para fortalecer os ossos), avastin (inibe a formação de novos vazos sanguíneos) e a químio taxol. Durante a sessão eu dormia muito por conta dos remédios antialérgicos que tomava junto. Já a minha mãe conversava com todos, pacientes e em especial a minha enfermeira querida Cléo. Quando acordava já era praticamente hora de ir embora. Passava a tarde na mãe com todos os cuidados que só uma mãe sabe dar, desde almoço na cama até banho de banheira especialmente preparado por ela.
Lá por setembro, os sintomas que antes nunca haviam me encomodado começaram a aparecer, acho que pode ser pelo tempo de aplicação que já estava longo. Um fungo forte demais tomou conta das minhas unhas, dando mau cheiro e deixando a unha tão fraca que poderia cair a qualquer momento. Era hora de trocar a medicação.
Durante todos os meses, precisei faltar trabalho além da quarta-feira normal de aplicação, apenas 1 vez por uma febre alta que me deu a noite e não tinha jeito de passar. No outro dia descançei bastante com os cuidados da minha mãe e minha tia Thê.
Ok, minha médica ia trocar totalmente o tratamento. Vamos ver oque vem pela frente.