Cada um é responsável pela sua felicidade

A vida é uma preciosidade repleta de beleza e permeada pela felicidade. Mas também engrandecedora na medida em que nos apresenta obstáculos e dificuldades. Cabe a cada um decidir como entender esses momentos. Eu prefiro aceitá-los e vivê-los da melhor forma possível. Tudo pode ser bom quando se ama a VIDA!!




quarta-feira, 27 de abril de 2011

Atualmente...

Depois de algumas mudanças de medicamentos que meu corpo não estava tolerando, chegamos ao Faslodex, dessa vez um remédio que não é químio mas que inibi o crescimento do câncer. Sem efeitos colaterais foi a glória para mim. Minha vida estava voltando ao normal. Meu cabelo está crescendo, estou indo regularmente na academia e para completar o novo ciclo, fui convidada a desenvolver um novo trabalho dentro da Olvebra. Passei a viajar bastante e com isso minha experiencia nesse mercado aumentou muito. Isso definitivamente me representava um novo momento. Paralelo a isso, meu casamento continua dando muito certo. Meu marido sempre me apoiando e mais que isso, sempre pesquisando sobre novas possibilidades de tratamento. Na verdade, ele já está quase um médico.
Com tudo isso de bom, ficaram alguns sintomas da época da combinação da químio, avstin e zometa. Após 4 meses de troca de medicação continuo com uma dormência muito forte na boca e nos dentes e muita tosse. Parece uma grande alergia a tudo. Ficamos todos esses meses pesquisando para tentar descobrir oque poderia ser. Até agora ainda não sabemos em definitivo oque é. Mas GRAÇAS A DEUS, sabemos que coisa ruim daquelas não é.
Ontem após uma consulta com minha médica ótima, marcada especificamente para ver isso, decidimos voltar com o zometa. A partir do dia 11/05 volto com as aplicações que duram mais ou menos uma hora.
Enfim, bola para frente e a busca pela cura total continua. A fé continua inabalável. Eu vou vencer tudo isso é só uma questão de tempo.
Essa sou eu hoje!!!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Mais um ano de químio e luta

Depois de muito tempo, volto a escrever a minha história sempre com a intensão de poder ajudar com a minha experiência, as mulheres que passam pela mesma coisa. Quem acha que um blog assim é puramente exposição...não tem idéia de como é estar vivendo tudo isso e querer achar em outras vivências uma ajuda ou mesmo que em palavras escritas por pessoas desconhecidas...um conforto.
Bom, o ano foi passando e toda quarta-feira eu e minha parceira, amiga, apoiadora mãe íamos para clínica ficar cerca de 3 ou 4 horas recebendo através da véia os 3 tipos de medicações necessárias para busca da miha cura. Nesse período tomava Zometa (para fortalecer os ossos), avastin (inibe a formação de novos vazos sanguíneos) e a químio taxol. Durante a sessão eu dormia muito por conta dos remédios antialérgicos que tomava junto. Já a minha mãe conversava com todos, pacientes e em especial a minha enfermeira querida Cléo. Quando acordava já era praticamente hora de ir embora. Passava a tarde na mãe com todos os cuidados que só uma mãe sabe dar, desde almoço na cama até banho de banheira especialmente preparado por ela.
Lá por setembro, os sintomas que antes nunca haviam me encomodado começaram a aparecer, acho que pode ser pelo tempo de aplicação que já estava longo. Um fungo forte demais tomou conta das minhas unhas, dando mau cheiro e deixando a unha tão fraca que poderia cair a qualquer momento. Era hora de trocar a medicação.
Durante todos os meses, precisei faltar trabalho além da quarta-feira normal de aplicação, apenas 1 vez por uma febre alta que me deu a noite e não tinha jeito de passar. No outro dia descançei bastante com os cuidados da minha mãe e minha tia Thê.
Ok, minha médica ia trocar totalmente o tratamento. Vamos ver oque vem pela frente.