Ganhei lenços lindos, com brilhos e cores da moda. Minha dinda me deu um, com tons de rosa e brilhos, a minha amiga Clá, foi a Portugal e me trouxe um bem colorido. A Tia Thê baixou o armário e me deu outros tantos maravilhosos. Já a Tia Marilei tricotou muito para mim, fez cada conjunto de toca e manta mais lindos. Por sorte Porto Alegre fez muito frio nesse inverno, as vezes as pessoas nem percebiam que abaixo daquele estilo todo existia um motivo... a falta de cabelo.
Outra dica importante que recebi foi a de cortar o cabelo curto logo na primeira químio para fazer uma peruca. Ficou bem bonita com meu próprio cabelo me sentia mais eu mesma.
Eu ia drilblando a doença, ela querendo se mostrar e eu mostrando a ela que ela não podia comigo. Me sentia mais forte principalmente pelo fato de as pessoas não perceberem em mim uma aparência debilitada.
A sombrançelha também caiu, juntamente com os cílios, isso sim tira qualquer expressão facial. Mas daí, existem os lápis e delineadores nas mão de uma mãe artista e uma afilhada muito carinhosa e presente, a Aline. Juntas elas tentavam me maquiar sempre com truques de sombras e outras invenções delas.
Minha psicóloga certa vez, me falou que chamava a atenção dela o fato de eu estar sempre maquiada e bem vestida. Sou maior que a doença e não admitia ser atropelada por ela.
Não deixei nunca de fazer nada e nem de ir a lugar algum durante o tratamento. Claro que outro motivo de segurança era o fato do meu amor Jeverson continuar me admirando e na verdade essas mudanças pareciam não ter relevância para ele. Meu grande amor...
| Curtinho para fazer peruca |
| Lenço da Tia Thê |
| Lenço da minha dinda |
Que merda Kiti!!! Tu fica linda de qualquer jeito!! Porque tu é uma pessoa linda!!
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